Inflação na Venezuela dispara acima de 500% enquanto Trump intensifica pressão

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A inflação venezuelana está disparando à medida que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensifica sua campanha para isolar financeiramente o regime socialista em Caracas.

A taxa de inflação saltou para 556% nos 12 meses até 17 de dezembro, acima de 219% no fim de junho e de 45% em 2024, segundo um índice semanal compilado pela Bloomberg News.

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O país detém cerca de 17% das reservas conhecidas de petróleo do mundo, ou mais de 300 bilhões de barris, quase quatro vezes o volume dos Estados Unidos. E nenhum país tem uma presença maior na indústria petrolífera venezuelana do que a China

O indicador, embora rudimentar — já que mede apenas o preço de um único produto (uma xícara de café vendida em uma padaria de Caracas) — serve como o melhor parâmetro em tempo real para a inflação em um país que deixou de divulgar dados regularmente há uma década para mascarar seu colapso econômico.

Há meses, Trump vem aumentando a pressão sobre o país com o objetivo, em parte, de derrubar o líder socialista de longa data, Nicolás Maduro. Na terça-feira, Trump ordenou o bloqueio de petroleiros sancionados que entram e saem do país, uma medida que tende a estrangular ainda mais a indústria energética local e cortar a principal fonte de moeda forte do governo.

“O choque para eles será como nada que jamais tenham visto antes”, escreveu Trump em uma publicação nas redes sociais.

É importante esclarecer que a inflação já foi muito mais alta na Venezuela em outros momentos dos últimos anos. O índice da Bloomberg, lançado em 2016, já registrou leituras anuais bem acima de 100.000%.

Além disso, muitos venezuelanos estão relativamente imunes ao aumento dos preços em bolívares. Cansadas de usar uma moeda cujo valor se deteriorava constantemente, dezenas de empresas venezuelanas passaram a pagar salários e exigir pagamentos de clientes em dólares. Atualmente, estima-se que 90% dos trabalhadores do setor privado recebam em dólares, o que ajuda a preservar seu poder de compra.

No entanto, para funcionários públicos, aposentados e todos os demais venezuelanos que recebem em bolívares, o pico da inflação representa o mais recente golpe em uma crise que já levou milhões a deixar o país.

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